segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

18º dia de Palpa a Paracas 230 km

18º dia
24 de dezembro de 2016
Trajeto do dia

Antes das 7 da manhã eu já estava na estrada, tinha dois passeios que eu queria fazer e o segundo dependia de eu chegar cedo em Paracas, então levantei cedo.
Minha primeira parada foi na cidade perdida de Huayuri. Huayuri foi uma cidade de 5000 habitantes, construída com pedras assentadas com argila e sua ocupação ocorreu entre os anos 1100 e 1476. Era uma cidade completa, com templos, comercio, áreas administrativas e residênciais. Para chegar nesta cidade é necessário sair da carretera Panamericana 5 km por uma estradinha de terra, como cheguei cedo não tinha ninguem lá para cobrar a entrada que custava 5 soles, R$5,00.
Antiga carretera Panamericana

Huarango milenar

Abaixo fotas da cidade perdida de Huayuri



Acampei perto de Ica, portanto cheguei cedo no oásis de Huacachina, mas isso também era um problema. Fui procurar os bugueiros para fazer o passeio e como já era de se esperar ainda não tinham pessoas suficientes para encher um bugue. Os bugues de lá são grandes, alguns cabem mais de 10 pessoas, tem motor V8 e o chassi deve ser de camionete. Paguei 30 Soles, R$30,00, pelo passeio e fiquei aguardando por outras pessoas para fechar a lotação do bugue. Fiquei lá por cerca de uma hora. Aproveitei pra puxar um papo com um dos agenciadores e falar sobre o país, politica e a polícia de lá. Como no Brasil também existe muita corrupção lá, o salário minimo é parecido, porém o custo de vida é bem mais baixo. O cara com quem eu conversava ganhava 50 soles por dia para trabalhar lá, ele disse que ganhava bem. Apareceu um policial de trânsito e entrou na conversa, aí não pude deixar de perguntar porque tinha tantos veículos irregulares lá e pouco se usava o capacete. Ele me explicou que lá apenas a polícia de transito pode multar ou apreender um veículo e que ainda existe muito aquela história de dizer: "Sou amigo de fulano."
Chegou a hora de entrar no bugue e ir para as dunas. Pense num negócio doido, melhor que montanha russa. Fomos até o alto de umas dunas com o vêoitão berrando e de lá descíamos, algumas com mais de 50 metros de altura, com aquele friozinho gostoso na barriga. Certamente o dinheiro mais bem gasto na viagem até ali. Na volta paramos logo acima do oásis para apreciar a beleza. O passeio dura quase 2 horas e vale cada centavo.









Abaixo fotos do Oásis de Huacachina




De volta ao oásis dei uma volta pelo lago, já era meio dia e em Ica parei para almoçar. Segui para Paracas, cheguei lá eram quase 16 horas. Parei em uma agência para ver se ainda tinham saídas para o passeio nas ilhas Ballestas e a agente me falou que as partidas ocorrem em dois horários pela manhã. Reservei então no primeiro horário que partia as 8 horas. Fui então procurar um hostel, achei um a uma quadra do mar com garagem e wifi por 20 soles, R$20,00. Ótimo preço pelo lugar, era véspera de natal e eu merecia um pouco de conforto depois de uma semana de uma viagem até ali cansativa em função das estradas ruins e perrengues que passei. Fui comprar alguma coisa para a ceia de natal, depois deixei a moto no hotel e fui dar uma volta na praia, que por sinal é bonita e movimentada.
Garagem do hostel

Praia de Paracas


Cachorrinho bunitinhu...


Não esperei a meia noite pra jantar. Tomei banho, comi e antes das 21 horas eu já estava na cama.
Quilometragem do dia: 230km


Quilometragem acumulada: 6280 km