quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

11° dia Iquique-Chile a Moquegua-Peru 547km


Dia 30 de dezembro de 2014     

         Acordei eram 9:00 e fui até Ruta 5 e segui em direção a Arica por um trecho de 330km sem posto de gasolina, pra me garantir no dia anterior eu enchi uma pet de 3l, além dos 4l no galão. Esta parte da Ruta 5 é uma das 10 mais perigosas do mundo, segundo uma reportagem que li em um portal de internet famoso, no caminho pude ver que deve mesmo ser perigosa pelo tanto de homenagens a quem perdeu a vida na ruta e pelo número de carros abandonados após acidentes na ruta.
 




 
Geoglifos na Ruta 5

 
A Ruta não perdoa um erro.

 
Muito menos os ladrões, o caminhão estava cheirando a novo ainda e foi depenado.

        Perto de Arica tinham estes monumentos, porém não tinha nenhuma placa explicando o que era, fiquei boiando, mas achei muito interessante.



        Única foto da cidade de Arica, não vale a penas fotos a cidade, suja e feia, esta parte é o início da cidade, este vale vai até o mar. A cidade é até que grandinha.

        Abasteci a moto e o galão e fui tomar um suco para depois segui para a aduana, para saber se eu conseguiria entrar sem a carteirinha de vacinação. Chegando lá tive que para poder sair do Chile ir até o segundo piso, em um restaurante, comprar uma ficha para poder dar saída do Chile. Preenchi a ficha e fiz a aduana e segui para a aduana do Peru sem saber se eu entraria ou não.

 


       Chegando na aduana fui fazer a entrada no país, para minha sorte a carteirinha de vacinação não é mais obrigatória, depois fiz a importação da PCX e segui por uns 5km para fazer o seguro SOAT. A aduana nos dois países me tomou cerca de 1:00 hora.
        Logo após a aduana do Peru tem do lado direito da rodovia uma corretora que vende o SOAT, lá pode se fazer fracionado, por dias. Fiz para uma semana pensando ser suficiente para a minha estadia no Peru. Com o SOAT na mão segui para Tacna para fazer o câmbio do que sobrou de pesos Chilenos e de dólares para Soles. Chegando em Tacna foi um pouco difícil de achar as casas de câmbio, mas encontrei, ficam na rua que passa ao lado da catedral da cidade, uma rua larga com um belo canteiro no meio, paralela a rua que chega na cidade. Fiz o câmbio, ficou R$1,00=$1,05.
A catedral de Tacna 

 A rua que tem as casas de câmbio
A estrada depois de Tacna

         Seguindo viajem, uns 100km depois de Tacna fui parado em um posto de controle, me pediram o SOAT, se não tivesse ali seria a primeira mordida, mas como estava tudo certo me deixaram seguir, passei Moquégua e acampei 36km  depois a uns 2000 metros de altitude no meio da montanha.
 
Usina de energia solar, lá não falta sol.

 
 Caminho até Moquégua

 
  Caminho até Moquégua

 Local do acampamento

        Quando eu tinha terminado de acampar, sentei na moto e fui comer minhas batatas fritas, nisso um animal desce  o morro correndo, vejo só o vulto a uns 30 metros de onde eu estava, o bicho parou, como que me observando, e eu observando ele, depois de cerca de um minuto trocando olhares ele subiu a montanha atrás dele numa velocidade incrível, suspeito que poderia se um guanaco pelo tipo que subiu o morro. Depois disso terminei de comer o primeiro pacote de batata frita e fui dormir, já passava das 19:00.
          Neste dia rodei 547km.