quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

19° dia Marcapata - Peru a Brasiléia - Acre 647km


         Este dia foi só estrada como os próximos até chegar em casa, foram poucas fotos, a cordilheira ficou pra trás, os desertos e sítios arqueológicos.

          As estradas do Peru nesta região estão boas, tem bastante postos de gasolina(Grifos) e muitas lombadas nas vilas as margens da rodovia, pode-se ver também como a Amazônia peruana está conservada, uma pequena faixa as margens da rodovia foi derrubada.
         Passei por várias vilas e em quase todas tem polícia na rua, pra minha sorte não me pararam. Em Porto Maldonado entrei na primeira entrada antes da cidade e cortei por dentro da cidade, já que nas entradas das cidades sempre tem polícia, levei sorte, passei por lá também, agora até o Brasil falta pouco.

Cachoeira no lado peruano, tinham várias nas montanhas

Parei perto do meio dia em um "restaurante" em uma dessas vilas o almoço do dia custava R$6,50, sopa de carne no primeiro prato e no segundo, arros salada e Pacú frito, a surpresa deste almoço foi encontrar um cabelo no fundo do prato de sopa. O que não mata engorda.  kkk
Consegui chegar na aduana sem sem parado, logo economizei U$30,00 com o SOAT. Da próxima vez faço para mais dias, andar com medo não é bom. Cheguei na aduana e fiz a saída da moto e fui para a imigração fazer a minha saída do país, nisso acabou a luz, meia hora de espera num calor infernal até que a luz voltasse, ai mais meia hora e tudo certo, posso ir pra casa. Fui na casa de câmbio/banquinha e troquei os últimos soles por reais e fui tomar um banho, já estava na hora...  E também pra dar uma refrescada.


 A chegada no Brasil sempre é muito bom, agora eu já estou com um pé dentro de casa, faltam só 3900km. Cheguei no primeiro posto que achei e fui abastecer a R$3,60 o litro e continuei pela BR 317, em péssimo estado, andando a 70km/h segui até o fim do dia.


        Faltando meia hora para o sol se por comecei a procurar lugar para acampar e não achava. Parei em uma fazenda as margens da rodovia e perguntei se poderia acampar no pasto ou em qualquer outro lugar, imaginando que nunca alguém ia negar isso, e a dona da fazenda, uma velhinha de uns 70 anos nem saiu de dentro de casa, falou comigo pela janela, olhou para os lados e disse: "Pois é... o meu terrenos é grande, mas ta tudo cheio de mato..." Como não sou de ficar implorando nada pra ninguém só falei: "Beleza!", virei as costas e fui embora, tinha bastante lugar no patio da casa ela, tinha um galpão e o pasto não tinha mato. Já sem sol entrei em uma estrada de barro e depois de uns 500 metros achei um lugar legal onde foi feita uma terraplanagem e ali mesmo acampei, já eram 19:00 horas, neste dia foram 647km rodados.
      Fiquei de cara com a receptividade dos brasileiros, na Argentina acampei, em outra viajem, ao lado da cerca de uma fazenda e o dono veio e me perguntou se eu não queria colocar para o lado de dentro, neguei porque tinha que desmontar tudo, era muita função, voltei a dormir  e depois de uma meia hora o cara me aparece com um prato com pasteis e refrigerante. E a brasileira me nega assim sem vergonha na cara de eu acampar no terreno dela. Decidi não pedir mais se precisasse novamente nesta viajem.