domingo, 8 de abril de 2018

Dia 12 - 16/12/2017 de Machacamarca até Cerro Gigante

Décimo segundo dia de viagem

16/12/2017 de Machacamarca até Cerro Gigante 

A noite de sono ao lado do cemitério foi bem tranquila, fez 1 grau no amanhecer e hoje consegui sair cedo. Queria ter feito umas imagens com o drone do lugar do camping, mas ele reportou um erro e se recusou a decolar.
Segui para Oruro e num mercado de frutas comprei umas laranjas, mangas e um pedaço de melancia e na sequencia fui abastecer e chegando no posto aquela mesma de sempre. Pra eles é 3,74 bolivianos o litro e pra estrangeiro é quase 9 e aí os frentistas malandros dizem que sem nota fazem por menos, em geral 6 bolvianos, mas dessa vez foi 7.






 Tanque cheio segui para a cordilheira, desta vez o GPS estava funcionado com os pontos e consegui chegar ao local onde eu queria. Eu tinha marcado uns pontos em estradas de minas perto de glaciares no alto da cordilheira. No primeiro lugar consegui subir até 4850 metros com a relação original, mas dei uma ajudinha com os pés algumas vezes e no segundo lugar que eu tinha marcado ao chegar nos 4340 metros a moto já parou. 





Troquei então a coroa e consegui iniciar a subida de uma montanha bastante ingrime, até uma caçamba estava trancada lá porque não subia mais, quase em cima dois bolivianos pararam pra conversar comigo, curiosos por ver uma moto como a minha naquele lugar.
A moto deles era uma imitação de Bros, mas 200cc, e ele disse que sobe tranquilo a montanha, até 150 cc sobe. Perguntei sobre as lagunas que eu iria visitar lá em cima e eles falaram que não dava pra ir lá, tinha uma cancela na estrada, falei que ia assim mesmo porque eu queria ver a montanha. Cheguei na tal cancela, em uma mina abandonada e ví que talvez a moto passasse pelo lado, não tinha ninguém por lá então arrisquei. Subi até as lagunas que ficam de frente para o glaciar e rodei pelas estradinhas a procura de uma forma de cruzar a montanha para o outro lado, pois tinha visto pelo Google Earth que tinha estrada e cheguei até 5150 metros e pude ver que a estrada estava interrompida por deslizamentos. Tive que voltar tudo, mas foi bom, a vista na volta é sempre de outro ângulo e tudo fica mais bonito. Não foi fácil chegar até lá em cima, mesmo trocando a relação eu tive que descer e ajudar a empurrar em algumas ocasiões.


Laguna Wallatani











Voltei até a cidadezinha que tive que atravessar para começar a subida e o cara que tinha conversado comigo na subida estava na estrada me esperando e perguntou como foi, falei que fui até as lagunas e que agora iria procurar um jeito de ir do outro lado da montanha, ele falou que não dava, mas eu sabia que tinha como. Segui pela estrada até o outro ponto marcado e iniciei a subida da cordilheira novamente, desta vez o inicio da subida se deu ao lado de um lago verde e por um paredão de uma mistura de areia e pedriscos. Cheguei na primeira laguna em cima da montanha, da mesma cor da debaixo e continuei seguindo com a visão do glaciar e costeando a laguna até inciar a subida de outro morro e em cima dele outra laguna verde e subindo mais um pouco uma laguna de cor barrenta que recebe agua de uma cachoeira que desce do glaciar.





 Fui até uma antiga mina e conversei com os mineiros que lá estavam a respeito do que era minerado alí e me responderam que era prata, chumbo e cobre, o mesmo era minerado do outro lado do morro, onde eu estive antes. Perguntei sobre a estrada que cruzava o morro para o outro lado e está também tinha desmoronamentos e novamente eu tinha que voltar e também achar um lugar pra acampar, pois o sol já estava atrás das montanhas e na descida, n o primeiro lago verde achei um refúgio de mineiros, todo de zinco, que me serviu perfeitamente para me abrigar do vento contínuo e do frio que será rigoroso nos 4680 metros de altitude e na manhã me seguinte vai me proporcionar um belo nascer do sol vindo de trás do glaciar e sobre o lago verde.
Aventura assim tem desses presentes.