domingo, 8 de abril de 2018

Dia 14 - 18/12/2017 De Villoco a La Paz


Décimo quarto dia de viagem
18/12/2017 De Villoco a La Paz

Acordei cedo neste dia e fui logo arrumando as coisas e deixei a barraca e o sobre-teto secando enquanto eu trocava os pneus, pois no dia anterior eu tinha pego uns lugares com estrada molhada e escorregadia e também o pneu traseiro estava vazando, levei um tempo até terminar de trocar os pneus. Quando eu estava terminando de guardar as coisas para um cara com uma moto ano lado, eu tinha acampado ao lado de uma estradinha que costeava o rio, me cumprimentou e eu fui lavar as mãos no rio ele me parou e fez as perguntas que sempre fazem: De onde és? Pra onde vai? Qual as finalidade da viagem? Respondi como sempre e fui para o rio lavar as mão e enquanto isso chega mais um cara e começam a observar a moto e o tripé que estava lá fazendo um time-lapse e quando eu volto me perguntam seu eu estava procurando algum mineral por lá. Acharam que o tripé poderia ser alguma sonda ou algo do tipo, falei que não que estava de férias e apenas viajando e que aquilo no tripé era uma filmadora, não acreditaram muito, falaram que eram mineiros e que mais abaixo no rio mineravam ouro. Se despediram e foram embora e eu também tratei de vazar de lá.









Outro dia com o teto baixo, na faixa dos 4000 metros e os picos nevados encobertos, seria o dia que eu passaria por uma estrada abandonada aos pés do Nevado Illimani, mas como não podia ver nada mesmo decidi deixar de lado e pegar uma estrada um pouco mais conservada e tentar chegar em La Paz neste dia. Perto do meio dia parei em uma pequena vila e fui me informar onde teria combustível e um senhor me mostrou uma casa onde teria um carro na frente, fui até lá e tinha um cara saindo, de cara vi que estava bêbado, perguntei se ele tinha gasolina pra vender e falando umas coisas sem eu entender, pois bêbado falando espanhol é difícil de entender qualquer coisas, pegou no meu braço com força e foi me arrastando para dentro da casa, falando que na Bolivia eles eram assim que gostavam dos gringos e eu dizendo pra ele me soltar e chegando a outa casa dentro do terreno e ele não desgrudava de mim e eu não querendo ser rude e arrumar briga fui deixando ele me levar ao chegar na porta desta outra casa sai um outro cara bêbado com o pinto de fora pra mijar ali mesmo e pergunta de onde ele tinha achado este gringo e em seguida sai outro cara já fazendo o mesmo e quase mija nos meus pés, alí foi o limite, puxei o meu braço com força e saí de lá. Quando eu saia da casa a pessoa que tinha me indicado aquela casa falou que era a do lado. Então comprei a gasolina e segui.





Cheguei pelas 15 horas em Palca, passei pelo Cânion de Palca, que é muito bonito e segui para La  Paz e logo quando chego no asfalto e olho para o Illimani eles estava saindo de trás das nuvens, se eu tivesse pego aquela estradinha abandonada talvez eu tivesse tido a sorte de ver o nevado quase que completamente aberto. Uma pena, mas tenho motivos para outra viagem nesta região, desta vez em uma época melhor, setembro talvez.









Cheguei em La Paz e fui procurar um hostel, pois precisava atualizar a família e fazer uma manutenção na moto que estava com um vazamento na bengala. Rodei o centro da cidade atrás de um hostel barato e achei por 35 bolivianos, porém sem wifi  e os que tinha estavam por 80 e não tinham garagem, já desistindo e indo para um de 80 eu olho para o lado e vejo a placa de um hostel bonito bem arrumado, pergunto o valor e era 62 bolivianos com banheiro no quarto, wifi, banho quente e quarto bom com boa cama. Perfeito pra mim.