quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

1º dia - De Guaramirim-SC a Perola do Oeste-PR 622km

1º dia.
Dia 7 de dezembro de 2016

Já estava um pouquinho rodada.

Trabalhei até as 5:00 da manhã, trabalho no terceiro turno, tinha que mudar meu fuso horário rápido, pois ia começar a dormir por volta das 20:00 todo dia e também precisava aproveitar cada segundo das minhas férias, então cheguei em casa, tomei um banho, fiz um café bem forte e fui pra estrada, saí eram umas 6:30, tinha que fazer 622 km pra fazer.
Portal de Porto União-SC


Portal de Irineópolis-SC

Esta viagem eu tinha estabelecido que seria feita numa velocidade entre 80 e 90 km/h para minimizar o gasto com gasolina, uma vez que andando entre 90 e 100 km/h a Biz consome 25% a mais de gasolina e o custo estimado de gasolina pra viagem era de R$1500,00, 25% disto é R$375,00, sem contar que eu aproveitaria muito mais as paisagens e teria muito mais tempo de reação em caso de imprevisto na estrada. Fui seguindo pela rota traçada em meu planejamento, não tinha dormido na noite anterior, mas também não estava com sono, lá pelas 10:00 horas parei para comer alguns dos chocolates que eu tinha feito e pelas 13:00 horas o sono começou a bater, parei em um mercado e tomei um energético, já sabia que ia precisar disso.

Igreja de General Carneiro-PR


Parei em um posto de combustíveis perto de Palmas, depois de subir uma serra e fui no banheiro, lá um caminhoneiro que eu tinha passado na serra me perguntou se a Biz era mexida, falei que não, acho que o caminhoneiro não botava fé na "bichinha", mas passar por ele carregada em uma serra mudou a opinião dele.

Usina eólica de Palmas-PR

Tirei poucas fotos pelo caminho, já era conhecido de outra viagem, então rendeu a viagem e cheguei em Perola do Oeste ainda com sol, fui até a casa do Edson Binsfeld, que me esperava já com a moto dele montada e uma carne pronta pra ir pro fogo, pouco depois chegou o Valdomiro, amigo do Edson e companheiro de outras viagens dele, e mais alguns amigos dele, ficamos por ali papeando e comendo até quase meia noite.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Documentário Civilizações pré-colombianas e Cordilheira Branca


Preparação e planejamento:
Planejamento:
Para esta viagem fiz um roteiro bastante extenso para que eu pudesse aproveitar os 42 dias na estrada. Montei os roteiro pelo Google Earth, traçando as rota e imprimindo os mapas que eu iria precisar, o total de km da viagem ia ser próximo de 17.000 km com muitos pontos de visita ao longo de todo o trajeto com atrativos em todos os dias da viagem, muitas visitas a sítios arqueológicos pré-colombianos e visita a locais de beleza natural como cânions, cachoeiras, praias, glaciares e cordilheiras. Mapas para o celular de todos os países baixados.
Preparação:
Segurança
No roteiro estavam inclusos muitos caminhos por estradas de chão, algumas em bom estado e outras péssimos e lugares desertos por montanhas e desertos, até um mês antes da partida eu estava sozinho pra fazer estes caminhos e então decidi por alugar um SPOT, rastreador via satélite que pode mandar mensagens de emergência, após ter alugado o aparelho apareceu o Edson e perguntou se poderia me acompanhar em um trecho da viagem, justo o pior trecho ( Reserva Eduardo Avaroa e a ruta intersalar entre os salares de Uyuni e Coipasa ), aceitei,então agora seriamos dois por aproximadamente 10 dias de viagem e depois eu seguiria sozinho. Com o SPOT e mais um companheiro eu estava seguro de que em caso de alguma emergência as coisas iriam ficar mais fáceis.
Alimentação
Para a alimentação resolvi levar algumas comidas que tivessem bastante carboidratos e proteína, então comprei umas 30 latas de sardinha, que é caro na Argentina, Chile e Bolívia, também fiz uma mistura de 1 kg de chocolate com 1 kg de amendoim moído.
Vestimenta
Para vestir tinha que levar roupas para frio extremo, iria acampar em locais muito altos e com temperaturas negativas então pedi pra minha mãe fazer uma blusa e uma calça com uma manta, levei também uma meia calça de lã, uma calça segunda pele, uma blusa de lã, 3 calças jeans e duas camisetas.
Para os pés eu comprei uma bota de borracha pra andar na neve da Queshua com forração interna que atendeu bem e também levei um par de luvas pro frio, que já sabia que não atenderia bem.
Algumas ideias...
Material de camping
Para acampamentos levei minha velha barraca, já utilizada em 2 viagens é das mais simples, saco de dormir pra 5 graus positivos, isolante térmico e lona.
Equipamentos para a "moto"
Sabendo que dessa vez eu teria que ter gasolina pra 450 km em um trecho, eu desenvolvi um suporte para dois galões de gasolina, galões certificados pelo INMETRO, que seria amarrado no banco e serviria com encosto lombar com uma almofada. Do resto era o mesmo material utilizado na ultima viagem: Bau traseiro, bau central e duas malas laterais, sob o banco ia o inversor, pra recarregar os eletrônicos, capa de chuva e luvas. Os pneus foram trocados e vacinados, sem câmara, relação, vela, pastilhas e sapatas de freio trocadas.
Levei também chaves para tudo o que eu sei mexer na moto, macarrão pro caso de pneus furados, compressor, espátula, uma câmara pra cada roda, uma vela, cabo de acelerador, 3 litros de óleo, luz de farol, pisca e traseira, dois rolamentos de roda e o da coroa, tira de nylon pra rebocar, fita isolante, e outras coisinhas.
Tudo preparado era a hora de partir...

domingo, 15 de maio de 2016

Lançamento do DVD Passeando pela América 1

Minha última viagem junto com os 3 colegas rendeu algumas horas de videos que foram transformados em um DVD com os melhores momentos e também os piores momentos desta viagem. Como quem acompanha este blog sabe teve a desistência de dois integrantes e acidente com o terceiro e tive que terminar a viagem sozinho, mas sem chegar ao objetivo que seria o Ushuaia.
Agora conto com a sua ajuda para a próxima viagem comprando este DVD que tem além das imagens do roteiro que fizemos várias dicas sobre como realizar viagens como a nossa, em motos pequenas e usando sempre barracas.

Valor:
Com frete incluso.

R$40,00 DVD triplo com 5h11min de vídeo

R$35,00 DVD simples com 3h30min de vídeo

Contatos:
https://www.facebook.com/alfredo.souza.180

alfredo@catolicasc.org.br

Ou deixe recado neste post.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

34° dia de Atlântida Sul a Guaramirim 530 km

13 de janeiro de  2016


              Acordei cedo, antes do sol, pois poderiam chegar os pedreiros para trabalhar na obra e eu não queria estar ali quando chegassem, sai com pressa e até esqueci de tirar a foto do acampamento. Segui pela Estrada do Mar com ideia de chegar em Torres para visitar as falésias. Passando por esta região pude observar muitos condomínios residencias de luxo entre o mar e a estrada, coisa chique mesmo. Em alguns trechos eu peguei neblina. Perto de Torres eu vi um castelo muito bonito as margens da rodovia e tive que para para fotografar:

            Cheguei a Torres e estava fechada de neblina, nem fui na praia ver as falésias porque a neblina vinha de lá. Fui pra BR-101 e acelerei até Palhoça, parando só para abastecer, já conheço bem o caminho e não tinha muitos motivos para fotos, apenas na ponte de Laguna. Em Palhoça parei numa churrascaria muito boa e por apenas R$16,90. Forrei o estomago e depois voltei para a estrada, rodei os últimos 180 km e cheguei em casa.







            Finalizando a viagem com 9300 km rodados, muita histórias para contar, novas experiencias e amigos. Esta foi uma viagem diferente, com contratempos, acidentes, desistências, mas nada que deixasse de ser uma ótima experiência, tornando esta até então a viagem em que mais aprendi.

33° dia de Praia do Cassino-RS a Atlântida Sul-RS 480 km

12 de janeiro de 2016



            Acordei com o sol, desmontei a barraca e voltei a percorrer a praia, agora com maré alta, a água estava quase na areia fofa e eu tinha que andar por perto da água, andei uns 5 km e cheguei no primeiro rio, largo devido a cheia da maré, parei e fui lá dar uma olhada pra ver se tinha como passar. Com a bota vestida comecei a procurar um lugar para passar, o nível é a bota, se entrar água na bota então não dá pra passar, não tinha como. De uma estradinha que vinha do lado do rio veio uma pick-up rebocando um Uno para tentar atravessar, os caras entraram na água  e não acharam por onde passar e resolveram esperar a maré baixar, eram umas 10:00 horas da manhã. Como não tinha jeito eu ia ter que esperar e o sol estava forte voltei pra moto e montei a barraca. Deitei lá dentro e esperei. de vez em quando passava alguma camionete pelo rio, mas com água na porta e eu só na espreita. Fiquei lá umas 2 horas até que vi um carro atravessar. Fui lá dar uma olhada e achei um lugar para passar.




             Consegui atravessar  o rio e mais 10 km eu estava em frente ao navio Altair, afundado em 1976, A muito tempo eu queria visitar, lembro de quando era criança e vi ele em um calendário, tenho até hoje a imagem na mente.


            Fotos devidamente tiradas, atravessei mais um riozinho e fui para Rio Grande, era umas 13:00 horas, parei no primeiro restaurante que achei, R$22,00 o buffet livre, enchi bem o prato pra tirar o atraso, comi bastante e fui pra estrada. 

                               

            Segui em  direção a Pelotas, parei em Pelotas para abastecer e uso o wi-fi, depois segui para Porto Alegre. Entrei na Freeway, passei pelo estádio do Grêmio, abasteci novamente e segui pela Freeway para o litoral, foi anoitecendo e estava difícil de achar um lugar para acampar, a rodovia é um tapete, mas sem lugar para acampar, anoiteceu e decidi que ia para a praia acampar, andei até próximo do fim da Freeway e parei para olhar o GPS e vi que o litoral é todo ocupado e que poderia ser perigoso acampar lá, continuei e vi uma construção em frente a um matagal, na entrada da cidade de Atlântida Sul, fui lá ver e era ali mesmo, tinha a possibilidade que alguém aparecesse ali, mas outro lugar também não seria fácil de achar no escuro. Montei a barraca e fui dormir. Lá pelas tantas da madrugada escutei passos perto da barraca, mas que sumiram tão rápido quanto apareceram, ai entram as estatísticas, a possibilidade de alguém me achar acampando é pequena e menor ainda é a possibilidade de esta pessoa ser mal intencionada.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

32° dia de Punta Del Este a Praia do Cassino 380 km

Dia 11 de janeiro de 2016



                Desmontei o acampamento e fui pra estrada, rodei por uns 20 km e peguei a ruta 9 que leva ao Brasil, fui até Rocha parei para abastecer e usar o wi-fi. Enquanto estava atualizando minha família de minha localização veio um senhor pergunta de onde eu estava vindo e pra onde estava indo, falou também que era motociclista, me deu parabéns e foi embora. Tinha ali no posto também um casal em uma Vstron, enquanto a mulher foi no banheiro o cara ficou sentado lá fora, com uma cara de cansaço e de que algo não estava bem, talvez o estresse da viagem, estavam voltando pro Brasil. Peguei a estrada sentido litoral novamente para ir até La Paloma, indicação de uma amiga, no meio do caminho passa por mim um Chevrolet Cruze e o motorista fazendo uns sinais com o braço pra fora da janela, então ele reduziu e encostou, encostei também, era o senhor que falou comigo no posto. Ele saiu do carro e perguntou se eu não conhecia o sinal que ele tinha feito, sinal de parar na linguagem dos motociclistas, falei que não. Então ele pediu pra tirar uma foto, pois tinha falado por telefone com a esposa dele e falou de mim pra ela e ela não acreditou, ele queria mandar a foto pra ela. Ele tirou a foto, conversamos mais um pouco, ele falou que tinha uma Yumbo 250cc e que no Uruguai  e não é fácil ter moto e que quem tem uma 250 cc já sofre para pagar impostos e abastecer, nos despedimos novamente e seguimos viagem na mesma direção. Cheguei na cidade e fui procurar o farol, muito bonito por sinal e com uma praia bonita também.


          De La Paloma segui para cabo Polônio, vi em um panfleto que tinha lobos marinhos lá, chegando em cabo Polônio vi que não era uma cidade e sim um parque, como o das cataratas, que se paga pra estacionar e para entrar, só o estacionamento custava R$20,00, ai nem quis mais ver o preço da entrada e fui embora, voltei para a ruta 9 e em um posto abasteci novamente com apenas o suficiente pra chegar ao Brasil, pois a gasolina era cara. No caminho passei no forte Santa Tereza que também já tinham me indicado em  outra viagem e eu não visitei. Fui até lá e foi cobrado 4 reais pela entrada. O forte é realmente muito bonito e todo restaurado e conta a historia de como tudo funcionava na epoca com muitas coisas de época.













         Passei pela aduana e não vi um lugar onde eu poderia fazer a saída do Uruguai. Parei no primeiro posto que vi do lado brasileiro e perguntei sobre a aduana onde se fazia a saída do país, me responderam que era no mesmo lugar que fazia a entrada. Voltei até lá fui no guichê e perguntei pro cara onde se dava a saída do país, ele pediu os papeis de entrada e jogou no lixo e mandou eu seguir. Achei uma palhaçada.


               Voltei pro Chuí e fui procurar um buffet para matar saudade da comida brasileira. Parei no primeiro perguntei quanto era e era 32 reais o buffet livre, mesmo achando caro ia comer ali, o garçom estava limpando a unica mesa vaga, com 4 cadeiras, falei que ia almoça e o cara perguntou se era só eu, falei que sim, ele falou que só um não ia poder almoçar. Virei as costas e fui embora. Depois fique pensando... "Estou no Brasil, aqui tem a lei de defesa do consumidor e eles eram obrigados a me servir, pois eu ia pagar a vista em dinheiro. Rodei mais um pouco procurando restaurante, achei uma churrascaria que pediu R$75,00 pelo almoço, ai era muito caro. Fui trocar o óleo e perguntei sobra algum buffet, me indicaram um a duas quadras dali. Fui lá, era 33 reais. Me servi com um prato bastante farto e depois repeti e ainda comi duas sobremesas. Tirei a barriga da miséria.
               Depois de almoçar parti para a praia do cassino realizar um sonho antigo, que era de percorrer a maior praia do mundo. Cheguei na praia e rodei uns 10 km até Santa Vitória do Palmar e tive que sair da praia e contornar pela cidade uma parte onde a entrada de veículos é proibida para depois pegar a praia novamente. Segui pela praia até o entardecer. A gasolina já estava acabando e o sol já estava se pondo e eu avistando o parque eólico de Rio Grande e decidi que o que caso ocorresse uma das três opções eu iria parar para acampar: Acabar a gasolina, o sol se por ou eu chegar ao parque eólico. A gasolina acabou primeiro. Parei e acampei.
               Rodar na praia foi muito legal, passei por alguns pequenos rio, animais marinhos mortos, golfinho, lobos marinho, tartarugas e peixes de todos os tamanhos.







Leão marinho







Perfeita a vista da barraca