sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Redefinição de roteiro, agora rumo ao Fim do Mundo.

A muito tempo que eu venho sonhando em ir até o fim do mundo, desde que li esta matéria:
Se eles foram por que eu não. Eu estava exitante pelo fato de ter muito rípio e pelo fato do vento ser muito forte, mas depois de ler este outro blog:
e este:
Que é recente resolvi arriscar, o problema é no rípio, mas como no relato uma boa parte já foi asfaltada, mesmo assim será perto de 1000km de rípio, fica um pouco melhor de ir pra lá.
Como o objetivo principal é chegar na cidade de Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo, também conhecido como Fim do Mundo, sairei de Guaramirim-SC tentando percorrer o máximo de km possível por dia para ter folga na volta pra visitar alguns cartões postais que tem pela região, como El Calafate, Torres Del Paine, Capillas de Marmol, GlaciarPerito Moreno, etc. Ou fazer o inverso, ir devagar na ida, pela carreteira austral e voltar pela ruta 3 tentando andar o máximo de km por dia, pois não tem nada de legal nela.
Não será fácil, porém será um teste pra saber se suportarei fazer uma viagem de volta ao mundo, pois a região é desafiadora, terá muito vento, chuva, frio, regiões inóspitas com pumas, estradas em péssimas condições e a solidão de 30 dias acampando sozinho.
No próximo post detalho mais sobre a viagem  e preparativos.




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Roteiro a ser realizado sem data definida.

Nos mapas a seguir tem a rota da viajem, como a moto nao é indicada para estradas de barros tentei achar apenas caminhos de estradas pavimentadas, mesmo assim no Pará tem 70km de estrada de barro pra eu vencer, tomara que tenha sol.






 



segunda-feira, 16 de junho de 2014

Novo projeto de viagem em andamento

Depois da ultima viagem pensei em pegar uma moto maior e ter que ficar uns 2 anos sem fazer viajens grandes, mas acabei mudando de ideia, comprei uma Honda PCX 150 e to começando a desenhar a nova viajem. Desta vez apenas pelo Brasil, mas serão mais de 10000km rodados pelo litoral e voltando pelo centro do Brasil, estimo que serão 25 dias de viajem, conforme a ideia ir amadurecendo vou postando aki as mudanças e se eventualmente desta vez terei um companheiro de viajem.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

14º e 15º dias

14º dia


Depois de uma noite bem dormida e tranquila, acordei ansioso para voltar uns kilometros e subir a serra que tinha descido no fim da tarde do dia anterior, desmontei a barraca e depois de tudo arrumado na moto peguei a estrada morros acima, a serra tem uma paisagem de perder o folego, são curvas que não acabam mais, depois de  quase 20km de subida cheguei ao ponto mais alto da serra e voltei a desce-la, mas desta vez sem neblina e com o sol batendo em um dos lados do vale. Pra ter uma ideia, quem já conhece a serra do Rio do rasto, é como se juntasse umas 3 ou 4 uma atráz da outra, tantas são as curvas e o tamanho da descida, deve descer uns 1500 metros de altitude em menos de 10km. 










Depois de muitas fotos continuei descendo ate chegar a Purmamarca, uma cidade bem rustica e muito turística pelo que pude observar, dei uma volta nas ruas da cidade, apreciei um pouco da beleza das montanhas coloridas a sua volta, o motivo pelo qual tanta gente visita a cidade e segui viagem com vontade de voltar um dia pra poder conhecer melhor as belezas naturais da cidade. 








Depois de Purmamarca ainda em um certo trecho pode-se ver as formações rochosas coloridas, mas depois que elas terminam a paisagem por certo tempo parece o Brasil, muito verde, um rio a beira da rodovia, construções ate que de bom padrão, fazendas de pequenos agricultores, ate chegar a rodovia 16 que cruza o chaco, com a paisagem monótona, grandes fazendas e poucas cidade, em parte da estrada as condicies da pista não são das melhores, justamente nesta parte da estrada eu estava quando já era fim de tarde e começou a se aproximar nuvens de chuva que vinham atráz de mim já a tarde toda, pensei em tocar ate a próxima cidade e procurar um hotel, pois o vento era muito forte e já estava escurecendo, como não sabia a distancia ate a próxima cidade e não sabia se haveria hotel, fui andando, mas de olhos no acostamento procurando algum lugar que eu achasse seguro acampar, pois não queria ficar a noite em uma estrada esburacada e na chuva com vento.




Quando já era quase escuro vi um local que eu poderia acampar, parei analisei o local e montei a barraca debaixo de uma arvore baixa para me proteger do vento, foi difícil de montar com vento, varias vezes ela saiu rolando, ate que consegui monta-la e passar a lona por sobre a biz e a barraca, Achei que teria problemas na chuva, mas como Deus é grande e não tinha me faltado até ali, ele desviou  a chuva e pude dormir bem, apenas um pouco de vento incomodou durante  a noite. 
Neste dia foram 550km.

15º Dia

Desmontei a barraca já com pensamento fixo de dormir no Brasil neste dia, peguei a estrada por volta das 8:30 e acelerando tudo a uns 110km/h, já que era só reta, cruzei o chaco  e passei por Corrientes e Resistencia, cidades que eu estava com medo de passar e ser mordido pela policia, mas passei sem ser incomodado, felizmente percebi onde eu tinha que passar pela rua lateral para não ser multado na rodovia, já era perto de meio dia, então fui procurando um lugar pra comer uma parrilla, achei um bar à beira da rodovia que servia a parrilla e foi la mesmo que parei, um estabelecimento bem modesto, mas com uma excelente carne, o cara ia assando e servindo nas mesas, comi bem, custou 15 reais o mesmo que se paga nas churrascarias de beira de estrada no Brasil. Depois de conhecer a Parrilla segui viajem pensando em entrar no Brasil por Foz do Iguaçu, foi chegando o fim da tarde e vi que teria que pilotar a noite pra chegar lá e não chegaria muito cedo, então lembrei que poderia ir por São Borja e pegar a mesma estrada que eu já havia passado na ida, pensei um pouco e decidi ir por São Borja mesmo, afinal de contas eu já conhecia a estrada de Foz do Iguaçu ate minha casa também. Cheguei em um posto para meu ultimo abastecimento na Argentina em Gobernador Ing Valentin Virasoro, abasteci e já estava se pondo o sol, cheguei na aduana já noite, pois ficava a uns 70km do posto. Quando fui pegar os documentos para dar saída da Argentina, abro minha carteira e os documentos não estavam lá, tinha perdido identidade, carteira de motorista e CRLV da moto. Pra minha sorte eu tinha uma cópia de tudo e consegui sair da Argentina, não compensava voltar ao posto pra ver se achava, dificilmente estaria la, e eu já estava puto da cara, era noite, então fui a São Borja achar um hotel, perguntei a um taxista que me indicou o Hotel Pampa, custou R$30,00 a noite, mas era um hotel limpo com banheiro no quarto e ar-condicionado e tinha até toalha, já que a minha tinha ficado na Argentina.  Neste dia foram apenas 3 fotos, de tao chato que é o chaco e esta região da Argentina, não mereceu fotos, só o por do sol que estava muito lindo, mais lindo que as fotos podem expressar.





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

12º e 13º dias

Décimo segundo dia
Acordei as 3:50 e fui pra frente do hotel esperar o ônibus que me levaria ao geiser, como sabia que seria frio coloquei 3 calças e 3 blusas, o ônibus chegou e fomos para a estrada, seriam 86 km até o geiser, logo no começo vi que tinha feito uma escolha ruim quanto ao meio de condução, entrava muita poeira no ônibus e ficava difícil de respirar, aconselho a quem for perguntar se é van ou ônibus, na van deve entrar bem menos pó. Chegamos ao geiser ainda escuro, logo amanhecer e podemos ver as colunas de vapor, e não esguichos de água fervente como se vê em yelowstone. Mesmo assim é bonito, estava frio, mas nao tanto, tinha até um alemão e um suíço de bermuda lá. No onibus que fui tinha um pessoal do Brasil, de Florianópolis, um homem e uma mulher e com eles uma chilena que falava portugues pois tinha sido casada com um brasileiro e morou 19 anos no Brasil, um pessoal muito simpático, principalmente a chilena, conversamos bastante, ela ate queria que eu fosse ate a cidadezinha onde eles estavam hospedados pegar uma toalha que ela não estava usando, o senhor de Florianópolis me recomendou ir ver o vale de Jeré na cidade onde ele estava hospedado disse que era muito lindo, a tarde fui ver.
Voltamos pra cidade por volta das 12:00. Peguei a moto e fui ver as Lagunas altiplanicas que ficam a 120km de San Pedro e o Vale de Jeré. Consegui ver as lagunas e o vale de Jeré que tambem era muito bonito mesmo e pouco divulgado, na volta fui ver a laguna Cejar e os Ojos del Salar e por fim a laguna Tembequiche que ficam todos pertos uns dos outros, a laguna Cejar e uma lagos de água transparente e que não se afunda pela grande quantidade de sal na agua, a laguna Tembequiche e um lago que esta virando um salar com  uma grande área já de sal. Depois de ver tudo cheguei ao hotel ja a noitinha e decidi ficar por ali mais uma noite e passar a virada por ali mesmo. Tomei um banho e fui ver se achava algo pra comer, e não achei, pois estavam servindo a janto da virada, dei uma volta na cidade que era uma babilônia com gente do mundo todo andando por ali, mas acho que o que mais tinha era brasileiro. Por fim passei a virada na barraca comendo batata chips e tomando refrigerante. Fui dormir antes da virada para no dia seguinte sair cedo para cruzar a cordilheira.
Neste dia foram 190km de onibus e 250km de moto.
 Geiser El Tatio


 Lagoa de agua quente. Fora estava muito frio.



 Ao fundo da pra observar um vulção ainda ativo com fumaça em seu cume.


 Povoado Machuca
 Lhamas
 Area de perigo vulcânico.


 Lagunas Miscanti e Menique.






 Vale de Jerré
 Laguna Cejar

 Lagoa de água salgada, onde não se afunda

 Olhos do salar

 Laguna Tembequiche


 Voltando Pra San Pedro de Atacama.

Decimo terceiro dia.

Dia de comecar a viajem de volta. Acordei umas 9:00 e fui ver se conseguia trocar o que sobrou de pesos chilenos, depois de muito andar consegui trocar, voltei pro hotel, onde estava acampando desmontei  a barraca e arrumei tudo na moto e  as 10:30 peguei a estrada rumo ao paso Jama, no meio da cordilheira parei pra ver umas casinhas que colocam em homenagem aos que li morreram em acidentes e logo depois para os paulistas que tinha conhecido no hotel de San Pedro de Atacama. Conversamos um pouco, tiramos umas fotos  e eles seguiram viajem, nesta subida da cordilheira estava muito mais frio que quando atravessei pela primeira vez, a luva não adiantou de muita coisa, passei frio. A moto como sempre perdeu potencia e tive que subir a meio acelerador, pois nao adiantava acelerar que ela não ganhava velocidade. A estrada é muito linda e do lado chileno se pode ver que muitos acidentes acontecem, talvez se percam vendo as paisagens e saem da pista






 Galera de São Paulo que conheci no hotel que eu estava acampando em San Pedro de Atacama.









 Igreja de San Pedro de Atacama












 Vicunãs


Barraca no camping do hotel.












 Salar Grande - Argentina
 





Quebrada de Purmamarca Argentina