segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

5º dia de Tilcara a San Pedro de Atacama 390 km

5º dia
11 de dezembro de 2016

Trajeto do dia

Como no dia anterior o Edson demorou mais que eu pra desmontar a barraca e montar tudo na moto eu fiquei na barraca enquanto ele desmontava e depois de um tempo sai pra desmontar a minha, pegamos a estrada já passava de 8 da manhã. Seguimos para Purmamarca para fazer o Paseo de los colorados, umas montanhas coloridas que tem atrás da cidade, chegamos na cidade e depois de umas perdidas achei a rua, não tinha quase ninguém pelo caminho, com o sol da manhã batendo de frente nas rochas podemos apreciar as cores das rochas com mais vivacidade. Este é um lugar geralmente deixado de lado por que se dirige ao Atacama, mas se as pessoas soubessem que é tão bonito certamente não deixariam de visitar, são rochas de varias cores e formatos. Ficamos por ali por cerca de uma hora e seguimos para o passo Jama, nossa intenção era chegar em San Pedro de Atacama neste dia, logo na saída da cidade parei algumas vezes para fotos e numa dessas paradas o Edson deve ter passado por mim sem me ver e acabamos nos reencontrando no posto de gasolina perto da aduana, pois ele achava que eu estava na frente dele e tocou direto até lá e eu sempre achando que ia achar ele depois da próxima curva.

Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

Purmamarca-Arg

Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

Cuesta Del Lipan-Arg

Cuesta Del Lipan-Arg

Cuesta Del Lipan-Arg

Cuesta Del Lipan-Arg

Cuesta Del Lipan-Arg


Fui subindo a cordilheira sem pressa, tirando fotos e filmando, dessa vez achei o marco que indica a altitude logo depois de subir a Cuesta de Lipan-Arg. Em Salinas Grandes-Arg, um antigo lago de origem vulcânica que secou dando origem a um salar com profundidade média de 30 cm, localizado a 3450 msnm, entrei no salar, era domingo e não tinham máquinas trabalhando, tirei algumas fotos e na saída passei por um grupo de motociclistas, uns 5 com Harley Electra Glide muitos "simpáticos", tinham passado por nós na Ruta 16 dois dias antes. Achei que encontraria o Edson em Susques e nada, toquei em frente. Lá pelo meio dia parei no meio da cordilheira pra fazer meu almoço: Pão com sardinha e chocolate.
Encontrei o Edson quando cheguei no posto antes da aduana, ele estava lá há meia hora me esperando.

Salinas Grandes-Arg

Salinas Grandes-Arg

Susques-Arg

Ruta 52-Arg

Salar no Passo Jama

Divisa Argentina/Chile


Salar no Passo Jama

Fomos pra aduana, ficamos uma hora e pouco na fila, eu de capa de chuva porque lá fora estava frio, mas lá dentro estava quente e eu passando calor com preguiça de tirar. Depois de fazer os tramites de entrada no Chile dois agentes pediram pra que eu fosse com eles até uma salinha, pensei que fosse algo tipo uma propina ou coisa do tipo, mas eram chilenos e isso não condiz com eles, então foram me revistar, afinal de contas o cara deve ser meio louco pra estar vestido como eu estava, não era certo. kkkk
Após a revista fomos ver as motos, abri meus baús e o Edson teve que desamarrar todos os elásticos e abrir as malas. Depois da revista seguimos para o ponto onde deixaríamos o asfalto e seguiríamos pelo deserto por umas trilhas de veículos que levam turistas para fazer o passeio pelo salar de Tara-Chi. Este caminho não tem no GPS e também não tem no Google Earth, eu tinha pego uma foto de satélite e traçado uma rota, a entrada era pelos Monges de Pedra-Chi, formações rochosas que podem ser vistas da rodovia que parecem monges.


Monges de Pedra- Chile

Monges de Pedra- Chile

Monges de Pedra- Chile

Monges de Pedra- Chile

Monges de Pedra- Chile

Chegamos aos Monges de pedra e entramos, no inicio eram vários caminhos bons por entre os Monges e conforme fomos entrando no deserto descemos alguns morros e subimos outros, ali a altitude esta perto de 4300 metros e a Biz já perde bastante potência, tive que descer e ajudar o motor empurrando a moto, em alguns deles eu tive que fazer em 5 prestações, empurrava um pouco, parava e descansava e voltava a empurrar. Depois do sobe e desce chegamos a uma planície, ali seria o teste para a moto do Edson e para ele, pois com toda a bagagem dele a frente poderia ficar muito leve e deixar a pilotagem difícil, a planície era coberta por uma camada de cascalho, tipo pedra brita bem fininha com uma espessura que variava entre 5 e 10 cm com alguns pontos que chegavam até uns 30 cm. Era um lugar amplo e por todos os lados tinham trilhos de carros, eramos obrigados a andar neles, estes trilhos tinham costelas de vacas grandes que nos forçavam a andar acima de 60 km/h para não sentir tanto elas. Literalmente eu pilotava com os nervos, firmava tudo que dava os braços pra não sair do trilho, do contrario era pacote certo, pois entre os trilhos tinha um monte de brita solto e alto. Eram 25 km desde o asfalto até o salar. Adentramos no deserto faltavam umas duas horas para escurecer, eu pensava que daria tempo de ir e voltar. Como eu estava enganado...
Depois de mais de uma hora andando pela brita e já escurecendo, eu estava a uns 40/50 km/h quando do nada eu estava deitado na frente da moto. Entrei em uma caixa de brita funda que fez a frente da moto afundar e nem tive tempo de fazer nada. Foi meu primeiro tombo em viagem. Levantei, comigo não aconteceu nada, fui ver a moto e nela apenas riscos, o suporte da GoPobre quebrado e uns risquinhos na lente dela. Daqui pra frente videos só com ela na mão.
Sacudi a poeira e pau na máquina novamente, tínhamos que achar um lugar pra acampar, chegamos a uns 3 km do salar e entramos em um trilho que levava para umas pedras, no céu a lua cheia tornava a noite quase dia, então não foi difícil achar um bom lugar pra montar as barracas, uma fenda nas pedras protegida do vento. Deixamos as moto no meio da trilha, não ia passar ninguém até o amanhecer mesmo.


Estradinha mais ou menos. hehehe

 Primeiro tombo

Barracas montadas lá no fundo


Esta noite pegamos temperaturas negativas, a água que o Edson tinha dentro da barraca dele congelou e ele quase não dormiu por conta do frio, estávamos a mais de 4500 metros de altitude.
Quilomentragem do dia: 360 km
Quilometragem acumuladada: 2820 km

domingo, 22 de janeiro de 2017

4º dia de El Galpon-ARG a Tilcara-ARG 490 km

4º dia
10 de dezembro de 2016
Trajeto do dia

Este é o dia que a viagem realmente começou pra mim, os dias anteriores foram apenas deslocamento.
Logo após o amanhecer desmontamos as barracas e fomos pra estrada, tínhamos a intenção de dormir em Purmamarca, seguimos para Salta, mas não entramos na cidade, pegamos o primeiro atalho para La Cornisa, uma linda estrada de uma pista só que foi antes de Colombo chegar na América um caminho inca que depois foi usado pelos colonizadores e por fim asfaltada, é a Ruta 9 atualmente. Eu que curto curva, foram quase duas horas de prazer, muitas curvas e uma paisagem fantástica de floresta em volta da estrada.








Ruta 9 - La Cornisa

Continuamos pela Ruta 9 até Humauhuaca, nosso objetivo lá era conhecer o Cerro Hornocal, um cerro colorido que tem um mirante a 4350 metros de altitude de onde é possível apreciar o visual, para acessar este mirante são 21 km de estrada de chão com muitas costelas de vaca, ali foi o primeiro teste para a moto do Edson que tirou de letra esta parte de off, restava testar em areão. Ficamos lá no mirante cerca de uma hora, eu desci por uma trilha pra tirar fotos mais de perto e o Edson já sentindo o efeito da altitude preferiu ficar. O local é bastante visitado, era uma Babel. Por azar a câmera que utilizei para as fotos deste local e até o Salar de Tara não gravou as fotos, por sorte o Edson Binsfeld também fotografou e podemos compartilhar um pouco do que vimos com
vocês.



A caminho do Cerro Hornocal





Cerro Hornocal

Centro de informações turísticas de Praça de Humahuaca




Praça de Humahuaca


Praça de Humahuaca


Praça de Humahuaca


Praça de Humahuaca


Igreja de Humahuaca


Ruta 9
Ruta 9



Voltamos pra Humahuaca, andamos pelas ruas centenárias da cidade, compramos algumas lembrancinhas e voltamos pra estrada, afinal o sol já estava baixando e tínhamos que achar um lugar pra acampar, abastecemos em Tilcara e seguimos uns 10 km antes de chegar na Ruta 52 entremos para dentro do deserto em direção das montanhas e encontramos um local ao lado de um corte na terra que uma enxurrada fez, esta noite não iria chover, céu limpo e lua cheia era seguro acampar ali. Montamos as barracas, jantamos e fomos dormir, cansado dos dias anteriores um pouco puxados e de mais 460 km rodados neste dia e também porque no dia seguinte tínhamos um bom trecho de estradas de chão pra percorrer.
Local do Camping


sábado, 21 de janeiro de 2017

3º dia de Corrientes-ARG a El Galpon-ARG 690 km

3º dia
9 de dezembro de 2016

Trajeto do dia

Levantamos passava um pouco das 7 da manhã, o Rafael Girelli foi com a gente até a beira do rio, de onde era possível tirar uma boa foto da ponte e após algumas fotos nos despedimos e seguimos para a temida ponte, temida pelo fato de alguns policiais cobrarem propina de vários motociclistas com as mais variadas desculpas, entramos na ponte pela alça lateral e passamos pela guarita da policia e não tinha nenhum policial lá pra nos encher o saco. Seguimos pela ruta 16, quase 600 km de reta, trajeto já conhecido e sem atrativos, novamente poucas fotos. 

Ponte de Corrientes

Ruta 16 
Em meio a lama de uma parte da ruta 16

Número legal no painel
Desta vez o Pampa del Infierno estava fresquinho

Diferentemente das outras vezes passamos pela ruta 16 sem o calorão típico do chaco argentino e a estrada em sua maioria estava em boas condições, exceto por uns 30 km com buracos e uns 2 km onde tiraram o asfalto e com a chuva virou um lamaçal, ali quase comprei meu primeiro terreno, saí do trilho dos carros e fiquei com a moto atravessada na rua depois de quase cair.
Faltando uma hora pra escurecer chegamos a um posto de gasolina em El Galpon, estávamos a uns 150 km de salta, eu o Edson decidimos acampar ali mesmo, tinha um gramado muito convidativo atrás do posto e ainda tinha wifi e um restaurante ao lado. 

Primeiro camping da viagem

Janta...


Montamos as barracas e foi ali o primeiro camping da viagem depois de 690 km rodados neste dia.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

2º dia de Perola do Oeste-PR a Corrientes-ARG 690 km

2º dia
8 de dezembro de 2016
Percurso do dia.

Acordamos pelas 6 da manhã e fomos na padaria do Valdomiro, ele tinha nos convidado para um café da manhã.
Padaria do Valdomiro

Comi 2 pasteis grandes, que também seriam o meu almoço, e depois seguimos para a fronteira, sairíamos por Dionísio Cerqueira-SC, ainda tinha que fazer minha carta verde e só era possível fazer depois das 8:00, então fomo sem pressa, enchemos os tanques no Brasil que estava mais barato que na Argentina. Chegamos na aduana e fui fazer minha carta verde no lado argentino, custou 30 reais para 15 dias, voltei fiz os tramites de entrada e podemos seguir, o Edson já tinha feito a dele dias antes.
Aduana de Dionísio Cerqueira

Quando o Edson Binsfeld me perguntou se poderia me acompanhar por um trecho da viagem e falei pra ele que eu iniciaria fazendo um trecho difícil na Bolívia, com mais de 450 km de posto e quase 400 de off-road pesado e ele disse que por ele estava tudo bem, então fui dar uma "fuçada" no face dele, o trecho não é para principiantes ou mesmo experientes que nunca andaram fora do asfalto, vi que ele participava de trilhas e já tinha feito uma viagem pra Machu Picchu, sendo assim entendi que ele ia se sair bem no trecho difícil e aceitei que ele me acompanhasse. No dia anterior a partida ele me mandou uma foto da moto montada pra viagem, não acreditei no que eu vi, era muita coisa, bagagem muito alta na moto e pensei que ele iria ter problemas na hora que pegássemos as estradas de chão. Quando cheguei na casa dele ele foi me mostrar o que tinha dentro das malas, tinha umas 15 camisas e mais um monte de coisa que ele não ia usar, fui convencendo ele a tirar um pouco das coisas, mas não tirou muita coisa e a moto continuo a bagagem muito alta. Pensei comigo: "Isso não vai dar certo, assim que a gente pegar o primeiro trecho com areão ele vai desistir, menos mal que eu já estou com o SPOT!"
Aduana de Dionísio Cerqueira

Nossa meta no segundo dia seria chegar em Corrientes na Argentina, seriam 690 km, saímos da fronteira as 8:30 e provavelmente chegaríamos a noite lá. O trecho já era conhecido de outras viagens, tanto por mim como pelo Edson, então paramos pouco pra fotos, até porque não tem quase nada de interessante pra ver, não paramos para almoçar, aproveitávamos minhas paradas pra abastecimento pra comer alguma coisa que tínhamos levado e seguíamos viagem. Chegamos em Corrientes ainda era claro, fomos ao supermercado comprar alguma coisa pra fazer de janta, iriamos ficar na casa do Raphael Girelli, mineiro que esta morando lá a algum tempo. Comprei os ingredientes pra fazer uma macarronada com molho branco. Chegamos no prédio onde o Rafael mora já era escuro, subimos, conversamos um pouco e eu fui fazer a macarronada encanto a conversa rolava, o Rafael convidou um colega pra aparecer por lá e então foi servida a janta.
Portal de El Dorado

Aeroporto de Corrientes



Fomos da uma volta pela orla do rio e depois voltamos pra dormir, afinal já passava das 22 e queríamos fazer o trajeto até Salta no dia seguinte. Como o Rafael estava preparado para receber apenas uma pessoa eu e Edson dormimos no mesmo sofá cama, um cheirando o pé do outro.